Cada cultura tem hábitos alimentares diferentes da outra. Vamos dar um exemplo simples: se no sul e sudeste do Brasil o açaí é considerado um produto muito forte para crianças, na região amazônica, toda criança ribeirinha já consome esta fruta mesmo antes de um ano de idade. E consome puro com farinha.

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Saúvona pronta para virar merenda.

Para alguns, peixe cru é um horror. Para outros, uma maravilha.

A mesma coisa vale para os grilos, gafanhotos e escorpiões, tão consumidos pelos asiáticos.

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As crianças encaram as formigonas sem medo das mordidas, que reagem mordendo seus dedos.

No Brasil formigas são consideradas uma iguaria por boa parte da população, especialmente no interior. As tanajuras (ou içás) são a forma alada da fêmea da saúva, consumida na farofa ou in natura, uma delícia crocante.

Já entre as crianças Ingaricó, etnia do norte de Roraima, as saúvas são tiradas do formigueiro com uma varinha comprida. Os pequenos enfrentam as garras dos insetos, sem medo das mordidas, arrancam sua cabeça e comem com gosto o petisco crocante. 

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Alta, tentando encarar a saúva sem machucar os dedos.

Esta experiência culinária única foi narrada pelo Alta nas suas Impressões Amazônicas (clique AQUI para visitar), escrita depois de uma visita a Aldeia Paraná, no município de Uiramutã.

Se quiser saber sobre içás, tanajuras e seu consumo na cultura, convidamos vocês para visitarem um delicioso texto da saudosa amiga e nutricionista Maria Lúcia Barreto Sá. Clique AQUI.

E aí? Vai uma formiguinha?

 

 

 

 

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